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Mulher suspeita de golpes de R$ 1 milhão em MG diz ter sido enganada em esquema: 'peço perdão para todos que confiaram'

Mulher presa por suspeita de golpes de R$ 1 milhão em MG diz ter sido enganada em esquema A mulher suspeita de aplicar golpes que teriam causado prejuízo superi...

Mulher suspeita de golpes de R$ 1 milhão em MG diz ter sido enganada em esquema: 'peço perdão para todos que confiaram'
Mulher suspeita de golpes de R$ 1 milhão em MG diz ter sido enganada em esquema: 'peço perdão para todos que confiaram' (Foto: Reprodução)


Mulher presa por suspeita de golpes de R$ 1 milhão em MG diz ter sido enganada em esquema A mulher suspeita de aplicar golpes que teriam causado prejuízo superior a R$ 1 milhão em Itanhandu (MG) se entregou à Polícia Civil na tarde de sexta-feira (25). Antes de se apresentar às autoridades, em vídeo enviado para a EPTV, Afiliada Rede Globo, Luana Oliveira Franco da Rosa negou que estivesse foragida e disse que seguia orientação jurídica enquanto sua defesa reunia provas para o processo. 📲 Siga a página do g1 Sul de Minas no Instagram “Eu não estou foragida, eu estou apenas seguindo a orientação do advogado para ele poder entrar com a defesa e, principalmente, durante esses dias, a gente acumular todas as provas”, afirmou. Segundo a Polícia Civil, pelo menos cinco vítimas já foram identificadas e a Justiça decretou a prisão preventiva de Luana. A investigada ainda não havia sido localizada pelas autoridades no momento da divulgação das informações. Luana Oliveira Franco da Rosa é suspeita de aplicar golpes em conhecidos em Itanhandu Reprodução EPTV De acordo com a investigação, um dos principais golpes atribuídos à suspeita envolvia financiamentos de veículos realizados em nome de terceiros, sem o conhecimento ou consentimento dessas pessoas. A polícia também apura denúncias de empréstimos feitos com promessas de devolução que não teriam sido cumpridas. No vídeo, Luana admite ter participado de financiamentos e afirmou que pessoas confiaram nela para realizar os procedimentos. Ela diz que chegou a coletar o reconhecimento facial de envolvidos, mas atribuiu a elaboração dos documentos e a condução do esquema a um homem ligado a uma concessionária em Passa Quatro. “Eu realmente me envolvi nesses financiamentos. Pessoas confiaram muito em mim, depositaram toda a confiança. Eu cheguei sim a pegar a facial dessas pessoas, mas quem fez todo o trâmite, o documento, quem inventou tudo, foi o rapaz da concessionária de Passa Quatro”, declarou. Ela afirmou ainda que recebia entre R$ 2 mil e R$ 3 mil por veículo e que acreditava na versão apresentada pelo responsável pela concessionária de que os veículos não permaneceriam em nome das pessoas que forneceram os dados para os financiamentos. Estudante de Odontologia é presa suspeita de aplicar golpes em conhecidos em Itanhandu Luana também disse que foi vítima de uma quebra de confiança e que pretende fornecer informações às autoridades. “Eu faço questão de colaborar 100% com a Justiça. Estou aqui para dar todas as informações, mesmo que sejam ruins, mas em verdade”, afirmou. Sobre os empréstimos citados na esfera cível, a investigada declarou que busca, há mais de um ano, uma forma de ressarcir as pessoas que confiaram nela e pediu perdão aos envolvidos. “Tenho que pedir perdão para todos aqueles que confiaram em mim”, disse. O dono da concessionária de veículos de Passa Quatro, citado por Luana, foi ouvido pela polícia. Ele apresentou a documentação referente aos veículos financiados, com restrição e impedimento administrativo, o que não permite a transferência. Segundo o delegado do caso, Márcio Borba, até o momento, não há indícios contra o comerciante e ele é tratado no inquérito como testemunha, e não como investigado. Polícia procura mulher suspeita de aplicar golpes em Itanhandu Vítimas e prisão preventiva Segundo a Polícia Civil, a suspeita costumava se aproximar principalmente de amigos, parentes e conhecidos. Uma das vítimas identificadas pela investigação é uma mulher de 72 anos que conhecia Luana havia mais de dez anos e frequentava sua residência. Ainda conforme a polícia, a investigada solicitava documentos e acesso a dados bancários sob diferentes justificativas, como regularização de cadastro bancário, pagamento de dívidas e outras despesas. Em alguns casos, as vítimas teriam realizado reconhecimento facial e entregue o celular à suspeita. A prisão preventiva foi autorizada pela Justiça e cumprida em 16 de setembro, mas Luana não foi encontrada. Conforme a polícia, agentes estiveram na casa dela e foram informados pela mãe da investigada de que ela não estava no local. A apuração também buscava confirmar informações de que ela poderia ter ido para Santos (SP) ou estar em Cruzeiro (SP). No vídeo enviado, Luana afirmou que manteve contato frequente com as autoridades por meio de seu advogado e declarou que comunicou à Polícia Civil a intenção de se apresentar. Ela também afirmou possuir provas para apresentar durante o andamento do caso e declarou esperar que a investigação identifique todos os envolvidos. “Espero que todas as pessoas envolvidas nisso respondam por isso, que a investigação seja feita da melhor maneira possível e que a Justiça seja feita”, afirmou. Luana se entregou ontem na delegacia de Itanhandu na sexta-feira (25) e foi levada para o presídio feminino de Santa Rita do Sapucaí. O que diz a defesa Em nota enviada à EPTV, o escritório Firmino Advocacia, responsável pela defesa de Luana, afirmou que ela compareceu voluntariamente à Delegacia de Polícia de Itanhandu em 3 de setembro para prestar esclarecimentos e que, desde o início, não se recusou a colaborar com as autoridades. Segundo os advogados, a prisão preventiva foi decretada em 16 de setembro, poucos dias após o comparecimento espontâneo à delegacia. A defesa considera a medida desnecessária e afirma que não há elementos concretos que justifiquem a prisão. Os advogados disseram ainda que já foram adotadas medidas judiciais para tentar garantir que Luana responda às acusações em liberdade. Veja mais notícias da região no g1 Sul de Minas