MP investiga vazamento de dados de clientes de Zona Azul de Poços de Caldas
MP investiga vazamento de dados de clientes de Zona Azul de Poços de Caldas O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) instaurou uma investigação para apu...
MP investiga vazamento de dados de clientes de Zona Azul de Poços de Caldas O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) instaurou uma investigação para apurar o vazamento de dados pessoais de usuários do aplicativo da EXP Parking, empresa responsável pelo estacionamento rotativo de Poços de Caldas (MG). 📲 Siga a página do g1 Sul de Minas no Instagram A investigação busca esclarecer a dimensão da invasão, verificar se a concessionária cumpriu as obrigações previstas na Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) e no Código de Defesa do Consumidor e identificar quais medidas foram adotadas para proteger os consumidores. MP abre investigação para apurar vazamento de dados de clientes do estacionamento rotativo de Poços de Caldas EPTV/Reprodução No início de julho, a EXP Parking comunicou aos clientes que um ataque cibernético atingiu seus servidores centrais, expondo informações de clientes, como nomes, CPFs e dados de cartões de crédito. O caso não se restringe a Poços de Caldas e afeta outras cidades onde a empresa opera. Não foi informado o número de pessoas afetadas. De acordo com o promotor de Justiça Glaucir Antunes Modesto, o Ministério Público decidiu instaurar o procedimento próprio após ser oficialmente provocado por vereadores, embora o Procon já tivesse instaurado uma investigação preliminar e determinado a suspensão temporária do aplicativo da empresa, além da comunicação individual aos usuários atingidos e da suspensão do envio das notificações de regularidade do estacionamento rotativo. Após audiência e apresentação de esclarecimentos pela concessionária, o aplicativo voltou a funcionar, mas a proibição de emitir notificações permanece até que a empresa comprove o restabelecimento integral da segurança do sistema. LEIA TAMBÉM: Invasão de sistema provoca vazamento de dados de clientes da Zona Azul de Poços de Caldas Prefeitura suspende aplicativo de Zona Azul após vazamento de dados de clientes Melhoria do serviço MP investiga empresa após vazamento de dados em estacionamento rotativo de Poços de Caldas O objetivo da atuação do MPMG vai além de apurar o vazamento de dados, segundo o promotor. "O meu interesse maior é tentar reunir várias instituições aqui da cidade e tentarmos, junto à empresa, um termo de ajustamento de conduta que possa resolver todos os problemas, não apenas o que aconteceu agora de vazamento de dados, mas todas as reclamações, que são muitas, infelizmente, em razão da EXP", disse. Para ele, a investigação pode ajudar a aperfeiçoar o serviço prestado pela concessionária. "É uma oportunidade que a gente tem, já que a Câmara, a Secretaria, o Procon Municipal estão envolvidos nisso. Acho que nós podemos envolver mais a sociedade, por meio de algumas entidades representativas, e tentar chegar a um melhor termo com a concessionária. Afinal de contas, tem um contrato em andamento, e eu acho que o que a gente pode fazer de melhor para os consumidores é aperfeiçoar a prestação de serviço." Prazo de 10 dias para esclarecimentos Aplicativo EXP Parking André Santos/Prefeitura de Uberaba O MPMG intimou a EXP Parking a apresentar, em até 10 dias, informações detalhadas sobre o ataque e suas consequências. Entre os esclarecimentos solicitados estão as datas da ocorrência e da identificação do ataque, a causa da invasão, a extensão do vazamento, as categorias de dados comprometidas e o número estimado de usuários atingidos, com indicação específica dos consumidores de Poços de Caldas. O Ministério Público também quer saber se a vulnerabilidade foi totalmente corrigida, se houve contratação de auditoria independente, quais providências foram tomadas para atender os consumidores afetados e encaminhar cópias das comunicações feitas à Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD), aos usuários e de eventuais laudos técnicos e relatórios periciais. Além disso, o MPMG requisitou ao Procon Municipal o envio do procedimento administrativo já instaurado sobre o caso. O despacho do Ministério Público esclarece que outras reclamações relacionadas à prestação do serviço de estacionamento rotativo — como problemas em parquímetros e questionamentos sobre a operação do sistema — serão analisadas em um procedimento investigatório específico, separado da apuração sobre o vazamento de dados. Medidas já adotadas De acordo com o despacho do Ministério Público, a EXP Parking informou que comunicou o incidente à ANPD e às instituições financeiras potencialmente envolvidas. A empresa afirma ainda que adotou medidas para conter o ataque, reforçar a segurança dos sistemas e reduzir os riscos aos usuários. Até o momento, segundo as informações reunidas pelo MPMG, não há registros de utilização fraudulenta dos dados expostos nem de prejuízos financeiros concretos aos consumidores. Paralelamente, a Polícia Civil também conduz um inquérito para identificar os responsáveis pela invasão. Empresa diz que vai colaborar Em nota, a EXP Parking informou que foi oficialmente notificada sobre a instauração do procedimento pelo MPMG e reafirmou o compromisso com a transparência e a colaboração com as autoridades competentes. A empresa declarou que prestará todos os esclarecimentos solicitados dentro dos prazos estabelecidos. Veja mais notícias da região no g1 Sul de Minas