Colheita de café atinge 67,3% e segue atrás do ritmo dos últimos dois anos nas lavouras de MG e SP
Colheita de café atinge 67,3% e segue atrás do ritmo dos últimos dois anos nas lavouras A colheita de café chegou a 67,3% nas áreas atendidas pela Cooxupé...
Colheita de café atinge 67,3% e segue atrás do ritmo dos últimos dois anos nas lavouras A colheita de café chegou a 67,3% nas áreas atendidas pela Cooxupé, maior cooperativa de café do país, com sede em Guaxupé (MG), percentual inferior ao registrado no mesmo período dos dois anos anteriores. Segundo a cooperativa, o avanço mais lento não indica problemas na safra, mas sim um comportamento mais próximo do ciclo natural da cultura, favorecido por condições climáticas diferentes das observadas recentemente. 📲 Siga a página do g1 Sul de Minas no Instagram O levantamento considera propriedades do Sul de Minas, das Matas de Minas, do Cerrado Mineiro e da Mogiana Paulista. Na mesma época, a colheita estava em 74,2% em 2025 e em pouco mais de 82% em 2024. No recorte do Sul de Minas, o índice chegou a 71,4%. No ano passado, o percentual era de pouco mais de 77%, enquanto em 2024 já alcançava 86,9%. Colheita de café atinge 67,3% e segue atrás do ritmo dos últimos dois anos nas lavouras de MG e SP Crédito: Divulgação. De acordo com o engenheiro agrônomo de geoprocessamento da Cooxupé, Rodrigo Albano, as condições climáticas tiveram influência direta no ritmo da colheita. “Exatamente. O clima afeta diretamente no resultado de todas as safras. Diferente dos anos anteriores que você citou, o ano de 2025 tivemos um clima bem mais favorável à safra do café. Lógico, não teremos uma super safra, longe disso, mas tivemos temperaturas mais amenas, não tivemos ação do El Niño, e por isso a safra hoje está num andamento que deveria ser. Os anos passados tiveram aceleração devido às altas temperaturas, às questões de chuva e todos esses fatores que afetaram a safra e aceleraram esse processo de maturação”, explicou. Segundo o agrônomo, apesar de a colheita estar menos avançada em comparação aos últimos anos, isso não representa necessariamente um cenário negativo para os produtores. “De maneira alguma. Fisiologicamente, a planta está agindo da forma que deveria ser. Então, o problema que a gente tem hoje climático foi o excesso de chuva durante essa colheita. Muito grão no chão, caiu muito fruto no chão. O serviço de recolhimento desse fruto também é bem dificultoso e isso é o problema desse ano. Mas a questão climática e a safra estão andando dentro do esperado”, afirmou. Colheita de café atinge 67,3% e segue atrás do ritmo dos últimos dois anos nas lavouras de MG e SP Crédito: Divulgação. Na reta final da colheita, a principal orientação para os cafeicultores é acelerar o recolhimento dos frutos que caíram no solo para evitar perdas de qualidade provocadas pela umidade. “Esse ano, a gente está tendo mais chuva nesse período de colheita. Então, com o excesso de umidade, a perda de qualidade desse fruto que está ali no chão é afetada. Então, quanto mais rápido o cooperado e o produtor conseguirem fazer o recolhimento desse fruto para depois o beneficiamento, melhor”, orientou Rodrigo Albano. Ritmo da colheita passa de 67% na área da Cooxupé, com atraso em relação às últimas safras De acordo com a Cooxupé, a safra de 2026 segue dentro das expectativas, mas a presença mais frequente de chuvas durante a colheita exige atenção redobrada dos produtores para preservar a qualidade dos grãos. Veja mais notícias da região no g1 Sul de Minas